Muitos condomínios e empresas pagam alguém para ficar olhando dezenas de câmeras e acreditam que estão protegidos. O problema é que a atenção humana tem limite, e esse limite chega rápido. Entender isso é o primeiro passo para escolher um monitoramento que funcione de verdade.
O que dizem os estudos
- A atenção cai em cerca de 20 minutos. Revisões sobre monitoramento de vídeo apontam que, depois desse tempo olhando telas, a atenção de quem vigia cai para um nível inadequado.
- Mais telas, menos eventos percebidos. Em um estudo citado pela IAHSSF, associação internacional de segurança em saúde, operadores perceberam 85% dos eventos com 1 monitor. Com 9 monitores, a taxa caiu para 53%.
- Os próprios operadores sabem disso. Em entrevistas com operadores de CFTV, metade disse se sentir confortável vigiando no máximo 4 telas ao mesmo tempo (Wallace e Diffley, 1998).
- Na vida real, o número é muito maior. Uma pesquisa em centrais de CFTV do Reino Unido encontrou de 27 a 520 câmeras por operador (Gill e Spriggs, 2005).
Quer sentir isso na prática? Faça o teste das câmeras e veja quantos eventos você percebe.
Mitos e verdades
"Com alguém olhando as câmeras, tudo está sendo visto." Quanto mais telas, menos se vê. Uma pessoa sozinha diante de dezenas de imagens perde a maior parte do que acontece.
"Quando o operador abre uma câmera para tratar uma ocorrência, as outras continuam vigiadas." Num posto fixo com uma só pessoa, enquanto ela resolve uma ocorrência, ninguém olha o resto. É justamente nesse momento que outra situação pode passar despercebida.
"Monitoramento remoto é menos seguro do que ter alguém no local." Segurança vem de tecnologia, protocolo e resposta rápida. No monitoramento remoto, cada evento é verificado por vídeo e o acionamento segue o que foi combinado: vigilante, polícia, bombeiros e responsáveis.
"Câmera sem análise inteligente vira só gravação." Sem alguém ou algo avisando o que importa, a câmera serve para ver o que aconteceu depois, não para evitar.
Como a inteligência artificial resolve
A solução não é colocar mais gente olhando telas, e sim inverter a lógica: a máquina vigia, a pessoa decide.
- A IA vigia todas as câmeras. Analíticos de vídeo acompanham cada câmera 24 horas, sem cansaço e sem queda de atenção.
- O operador confirma. Quando há movimento em área proibida, cruzamento de cerca virtual ou alarme, o alerta chega ao operador com o vídeo do momento.
- A resposta segue o protocolo. O operador aciona quem foi combinado e registra tudo, enquanto a IA continua analisando as demais câmeras.
Na DMSYS, isso funciona nos dois formatos: com equipe no próprio local ou a distância, pelo nosso Centro de Inteligência 24x7.
Como escolher uma empresa de monitoramento
- Análise de vídeo com IA: pergunte quais analíticos são usados e em quais câmeras.
- Operação em turnos: confirme que há operadores 24 horas, todos os dias, e o que acontece quando um deles está tratando uma ocorrência.
- Protocolo combinado: quem é acionado, em que ordem e em quanto tempo.
- Relatórios: de ocorrências e da saúde dos equipamentos, para saber quando uma câmera para de gravar.
- Manutenção: de preferência pelo mesmo time que opera, para não haver jogo de empurra.
Perguntas frequentes
Quantas câmeras um operador consegue monitorar?
Não há um número único, mas os estudos indicam que a detecção cai à medida que as telas aumentam: de 85% dos eventos com 1 monitor para 53% com 9. Metade dos operadores entrevistados se sente confortável com no máximo 4 telas.
Por quanto tempo uma pessoa consegue prestar atenção nas câmeras?
Revisões sobre monitoramento de vídeo apontam que a atenção cai para um nível inadequado depois de cerca de 20 minutos olhando telas.
Como a inteligência artificial ajuda no monitoramento?
Os analíticos de vídeo acompanham todas as câmeras o tempo todo e avisam o operador quando algo acontece, como movimento em área proibida ou cruzamento de cerca virtual. Assim, o operador age no que importa.